Alguém me explica aquela malinha preta da rainha na foto?
Porquê senhores? Porquê? Nos segundos do flash alguém ia levar os reais contos de sua alteza real a Queen?
Vá lá que a Katezinha estava muito bonitinha no seu McQueen e que o baby George tem a carranca do avó paterno.
sexta-feira, 25 de outubro de 2013
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
A porcaria do futebol
Não sou grande fã de futebol, tenho clube, pago cotas do meu clube, vejo alguns jogos mas não sei o nome de todos os jogadores nem controlo os horários dos jogos. Se o meu clube jogou e ganhou porreiro, se não, porreiro à mesma.
Senhor meu moço é exactamente o oposto, sabe os nomes todos, os horários dos jogos todos, quanto é que está, quanto é que ficou, quem se lesionou, quem rematou, quem vai jogar daqui a 20 anos contra quem, etc etc.
Este ano decidiu por toda o seu know how ao serviço e começou a apostar online. Até aqui tudo bem, o gajo podia fazer uns trocos com aquilo e sempre estava entretido. Acontece que, de um momento para outro, o que era um passatempo tornou-se num vicio, daqueles mesmo maus. Já dei com ele a fingir doenças e dores de barriga, a sair mais cedo de sítios por estar indisposto e afinal, era tudo ronha para correr para casa e controlar as apostas.
Se ele fizesse bom dinheiro com aquilo, se realmente fosse uma espécie de profissão lucrativa eu nem me chateava, empenhava-se ganhava, não se empenhava não ganhava. O pior é que não é! Cada vez tem menos dinheiro, cada vez mais se queixa e deixa de fazer coisas por faltar de dinheiro.
Sábado passei-me, estive das 14h às 19h a limpar a casa sozinha, e sua excelência esponjado de sofá de cuecas (sim, que ele acordou em cima do primeiro jogo e nem se vestiu para não perder tempo) a ver jogos e a fazer apostas. Passei-me a serio e disse-lhe que essa era a ultima vez que limpava a casa, que desse por onde desse ele que arranjasse dinheiro porque a partir da semana seguinte teríamos empregada. Caiu o carmo e a trindade, que eu é que não soube esperar, que faltava 45min para acabar o jogo (WTF?! estava desde as 14h a ver bola!), que depois ele ajudava-me a limpar (sim! depois da casa estar limpa!), bla bla bla e amuamos o fim-de-semana todo.
Ontem ele começou a me mandar sms, a dizer que tinha saudades minhas, bla bla bla, mas nunca me pediu desculpa e pura e simplesmente fez o que faz sempre, fingiu que nada se tinha passado.
A pouco mandei-lhe uma sms a perguntar s alem de mim também tinha saudades de sushi. E sabem qual foi a resposta?! "Até tenho mas so dp das 21.30... Ja meti apostas e agora tenho de as controlar..." juro! juro!
A serio! Passei-me de novo e já lhe disse que não foi este o senhor meu moço que eu comprei há 12 anos atrás e que não faço tensões de planear a minha vida em função de apostas e jogos de futebol. A ver, se é desta que rompemos a união de facto, a ver se ele prefere passar o resto da vida com o pc, a televisão, os jogos e as apostas ou comigo...
Senhor meu moço é exactamente o oposto, sabe os nomes todos, os horários dos jogos todos, quanto é que está, quanto é que ficou, quem se lesionou, quem rematou, quem vai jogar daqui a 20 anos contra quem, etc etc.
Este ano decidiu por toda o seu know how ao serviço e começou a apostar online. Até aqui tudo bem, o gajo podia fazer uns trocos com aquilo e sempre estava entretido. Acontece que, de um momento para outro, o que era um passatempo tornou-se num vicio, daqueles mesmo maus. Já dei com ele a fingir doenças e dores de barriga, a sair mais cedo de sítios por estar indisposto e afinal, era tudo ronha para correr para casa e controlar as apostas.
Se ele fizesse bom dinheiro com aquilo, se realmente fosse uma espécie de profissão lucrativa eu nem me chateava, empenhava-se ganhava, não se empenhava não ganhava. O pior é que não é! Cada vez tem menos dinheiro, cada vez mais se queixa e deixa de fazer coisas por faltar de dinheiro.
Sábado passei-me, estive das 14h às 19h a limpar a casa sozinha, e sua excelência esponjado de sofá de cuecas (sim, que ele acordou em cima do primeiro jogo e nem se vestiu para não perder tempo) a ver jogos e a fazer apostas. Passei-me a serio e disse-lhe que essa era a ultima vez que limpava a casa, que desse por onde desse ele que arranjasse dinheiro porque a partir da semana seguinte teríamos empregada. Caiu o carmo e a trindade, que eu é que não soube esperar, que faltava 45min para acabar o jogo (WTF?! estava desde as 14h a ver bola!), que depois ele ajudava-me a limpar (sim! depois da casa estar limpa!), bla bla bla e amuamos o fim-de-semana todo.
Ontem ele começou a me mandar sms, a dizer que tinha saudades minhas, bla bla bla, mas nunca me pediu desculpa e pura e simplesmente fez o que faz sempre, fingiu que nada se tinha passado.
A pouco mandei-lhe uma sms a perguntar s alem de mim também tinha saudades de sushi. E sabem qual foi a resposta?! "Até tenho mas so dp das 21.30... Ja meti apostas e agora tenho de as controlar..." juro! juro!
A serio! Passei-me de novo e já lhe disse que não foi este o senhor meu moço que eu comprei há 12 anos atrás e que não faço tensões de planear a minha vida em função de apostas e jogos de futebol. A ver, se é desta que rompemos a união de facto, a ver se ele prefere passar o resto da vida com o pc, a televisão, os jogos e as apostas ou comigo...
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
Princesa Tesa, Professora Xibanga das grávidas
Já aqui falei do meu dom para adivinhar gravidezes e sexo do bebe mesmo antes das ecografias. Não sei o que é, nem sei muito bem explicar, sei que a mulher quando engravida, fica logo com outro ar, com outra aura, mais luminosa, mais alegre e mais zen.
Já me aconteceu por diversas vezes olhar para uma amiga, colega ou conhecida e pensar "Está grávida!", comentar com alguém e passado uns tempos esse alguém me telefonar "Olha, a fulaninha tal está mesmo gravida!Como é que tu sabias?" Pois que não sei, a verdade é que sabia!
Hoje aconteceu-me mais uma dessas, em conversa com uma amiga esta dizia-me "Tu só não adivinhas o euromilhões!Sabes que a X está mesmo grávida?Ontem fui almoçar com ela e no meio do almoço foi a correr para a casa-de-banho vomitar, quando voltou perguntei-lhe se estava grávida e ela disse-me que falávamos para a semana!Não percebo! Juro que não percebo! Como é que tu, por uma foto no facebook percebeste logo que ela estava grávida?! Pelas minhas contas, nesse dia ela estava de 3 ou 4 semanas!"
Há por aí mais alguém com este dom? Bora montar um escritório Professor Xibanga das Gravidezes?
Já me aconteceu por diversas vezes olhar para uma amiga, colega ou conhecida e pensar "Está grávida!", comentar com alguém e passado uns tempos esse alguém me telefonar "Olha, a fulaninha tal está mesmo gravida!Como é que tu sabias?" Pois que não sei, a verdade é que sabia!
Hoje aconteceu-me mais uma dessas, em conversa com uma amiga esta dizia-me "Tu só não adivinhas o euromilhões!Sabes que a X está mesmo grávida?Ontem fui almoçar com ela e no meio do almoço foi a correr para a casa-de-banho vomitar, quando voltou perguntei-lhe se estava grávida e ela disse-me que falávamos para a semana!Não percebo! Juro que não percebo! Como é que tu, por uma foto no facebook percebeste logo que ela estava grávida?! Pelas minhas contas, nesse dia ela estava de 3 ou 4 semanas!"
Há por aí mais alguém com este dom? Bora montar um escritório Professor Xibanga das Gravidezes?
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
Aos senhores que tiveram a brilhante ideia de marcar uma manif para a Ponte 25 de Abril
Devia ter estado comigo na ponte, naquela fatídica manhã de Fevereiro quando vi um rapaz pouco mais velho que eu, parar o carro, sair e saltar. Sim! Deviam lá ter estado e saído do carro como eu saí incrédula, olhado lá para baixo como eu olhei em choque, e visto o corpo a boiar como eu vi. E depois para ajudar à festa, deviam ter ficado em cima da ponte a espernear como eu fique e deviam ter ouvido o mesmo que eu ouvi da boca do policia gordo "Oh menina, isto infelizmente é assim quase todos os dias". A ver se vos dava o tesão de fazer a manif na ponte, a ver sequer se tinham vontade de lá passar de novo!
terça-feira, 15 de outubro de 2013
A Familia Duggar
Descobri no blog do João Miguel Tavares a família Duggar e fiquei fascinada. Eu quero uma família assim!!! Adoro!!!
Ainda na semana passada falava com Senhor Meu Moço e fazíamos planos para o futuro, planos para viagens e para filhos e ambos concordamos que, a ter filhos, nunca será um só. No mínimo 2, provavelmente 3, idealmente 5.
Eu sou de uma família pequena e não gosto nada, ele é de uma família gigante e adora, e imaginamos o nosso futuro com uma família grande, com muitos miúdos e muitos animais.
De animais já estamos bem servidos, se bem que connosco, nunca se sabe, eu ainda adorava ter um galgo, daqueles que quando deixam de servir para as corridas são enviados para canis e albergues, ele adora gatos e sei que mais dia menos dias há-de cá vir parar mais um ou dois.
De miúdos já estamos naquela fase do falar e planear quantidades, datas, prazos e princípios de educação. Já chegamos a acordo na quantidade, nos prazos e em alguns princípios, ainda não limamos arestas no que diz respeito à educação e às atividades extra curriculares. Eu acredito que uma boa escola é meio caminho andado para uma boa educação, ele acha um absurdo o que se paga por um colégio aqui na capital, eu também, mas, tendo em conta as hipóteses não vejo outra alternativa se não um colégio privado, pelo menos nos primeiros anos. Eu acho que as atividades extra curriculares enriquecem e muito o percurso de uma criança, ele acha que não é preciso, acredita que vai ter tempo para os ensinar a nadar e a jogar à bola. Nos somos os dois contra a "electronização" dos miúdos, contra os video jogos e a televisão como baby entertainer, somos pelos desenhos, pelos jogos, pela plasticina, pelos bonecos e pelos puzzles.
Enfim, a ver se nos alinhamos e se o tio Passos arranja as nossas contas para que a coisa se concretize.
Ainda na semana passada falava com Senhor Meu Moço e fazíamos planos para o futuro, planos para viagens e para filhos e ambos concordamos que, a ter filhos, nunca será um só. No mínimo 2, provavelmente 3, idealmente 5.
Eu sou de uma família pequena e não gosto nada, ele é de uma família gigante e adora, e imaginamos o nosso futuro com uma família grande, com muitos miúdos e muitos animais.
De animais já estamos bem servidos, se bem que connosco, nunca se sabe, eu ainda adorava ter um galgo, daqueles que quando deixam de servir para as corridas são enviados para canis e albergues, ele adora gatos e sei que mais dia menos dias há-de cá vir parar mais um ou dois.
De miúdos já estamos naquela fase do falar e planear quantidades, datas, prazos e princípios de educação. Já chegamos a acordo na quantidade, nos prazos e em alguns princípios, ainda não limamos arestas no que diz respeito à educação e às atividades extra curriculares. Eu acredito que uma boa escola é meio caminho andado para uma boa educação, ele acha um absurdo o que se paga por um colégio aqui na capital, eu também, mas, tendo em conta as hipóteses não vejo outra alternativa se não um colégio privado, pelo menos nos primeiros anos. Eu acho que as atividades extra curriculares enriquecem e muito o percurso de uma criança, ele acha que não é preciso, acredita que vai ter tempo para os ensinar a nadar e a jogar à bola. Nos somos os dois contra a "electronização" dos miúdos, contra os video jogos e a televisão como baby entertainer, somos pelos desenhos, pelos jogos, pela plasticina, pelos bonecos e pelos puzzles.
Enfim, a ver se nos alinhamos e se o tio Passos arranja as nossas contas para que a coisa se concretize.
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
As asas serve para voar, para sonhar ou para planar - Já cantavam os GNR
Pois que piquena Princesa passou o primeiro fim-de-semana de Outubro na ilhota com mamãe, senhor seu moço e amigos, isolados do mundo na quinta da velhinha mais amorosa e querida de sempre.
Fomos sexta no último voo e voltei segunda no primeiro. Deixamos a gata a tomar conta do piqueno palácio nos subúrbios, o cão entregue aos melhores amigos de sempre e rumamos à nossa ilhota para um fim-de-semana de praia, petiscadas e amigos.
Voo atrasado, upgrade para executiva e chegada à ilhota pela 1h30. Mamãe, família e amigos já estavam no outro lado da ilha na quinta da velhinha mais amorosa e querida de sempre pelo que decidiram deixar um carro estacionado no aeroporto com a chave escondida na bagageira. 5 concelhos, 40 minutos depois já estávamos de copo na mão a festejar.
No dia seguinte praia só para nos e no domingo, além da praia outra vez só para nós, fui fazer um voo de parapente.
O irmão de uma das minha amigas de infância e ex-vizinha faz parapente há 4 anos, recentemente comprou uma asa dupla e eu fui com ele experimentar um voo. Bem! Que sensação! Quando cheguei a terra parecia que tinha levado uma massagem, estava tão relaxada, tão zen, tão de bem com a vida.
Ela queixava-se do vicio que aquilo era, que ele todos os fins-de-semana ia voar e que vive para o parapente, e eu, depois de ter feito o voo com ele finalmente percebi a vicieira que aquilo é e vim tão mas tão zen que estou a pensar fazer o curso para ter licença de voo.
Claro que não ir com um desconhecido, ir com uma pessoa que conheço desde que nasci, na qual tenho 200% de confiança e aproveitar o voo para por a conversa em dia ajudou muito à sensação de relax total.
Fomos sexta no último voo e voltei segunda no primeiro. Deixamos a gata a tomar conta do piqueno palácio nos subúrbios, o cão entregue aos melhores amigos de sempre e rumamos à nossa ilhota para um fim-de-semana de praia, petiscadas e amigos.
Voo atrasado, upgrade para executiva e chegada à ilhota pela 1h30. Mamãe, família e amigos já estavam no outro lado da ilha na quinta da velhinha mais amorosa e querida de sempre pelo que decidiram deixar um carro estacionado no aeroporto com a chave escondida na bagageira. 5 concelhos, 40 minutos depois já estávamos de copo na mão a festejar.
No dia seguinte praia só para nos e no domingo, além da praia outra vez só para nós, fui fazer um voo de parapente.
O irmão de uma das minha amigas de infância e ex-vizinha faz parapente há 4 anos, recentemente comprou uma asa dupla e eu fui com ele experimentar um voo. Bem! Que sensação! Quando cheguei a terra parecia que tinha levado uma massagem, estava tão relaxada, tão zen, tão de bem com a vida.
Ela queixava-se do vicio que aquilo era, que ele todos os fins-de-semana ia voar e que vive para o parapente, e eu, depois de ter feito o voo com ele finalmente percebi a vicieira que aquilo é e vim tão mas tão zen que estou a pensar fazer o curso para ter licença de voo.
Claro que não ir com um desconhecido, ir com uma pessoa que conheço desde que nasci, na qual tenho 200% de confiança e aproveitar o voo para por a conversa em dia ajudou muito à sensação de relax total.
domingo, 13 de outubro de 2013
Do trabalho novo
Apesar de já lá estar há mais de um mês ainda não escrevi nem falei muito sobre o novo trabalho. Só para perceberem o estado das coisas, arrisco até a dizer que mais de metade dos meus amigos ainda acho que eu estou desempregada. Não tive tempo de contar a todos, não alterei o estado no facebook (só o farei depois de dar a boa nova a todos, ou pelo menos aos mais importantes) e não permiti que mamãe espalhasse aos 7 ventos aka as suas amigas venenosas e invejosas.
Não o fiz por variadíssimas razões, a primeira de todas é porque acredito naquelas coisas da inveja e do mau olhado (shame on me), outra muito importante é que, enquanto desempregada percebi quem são realmente os amigos e quem se relacionava comigo apenas por conveniência e a terceira é que adorei estar desempregada, foi um dos melhores períodos da minha vida, depois de acabar a faculdade e começar a trabalhar. Um dia escrevo sobre isto, e sobre o "o dinheiro não é tudo!" que a minha querida Professora FM tanto nos dizia e que fez todo o sentido depois de começar a trabalhar no gueto que era o meu ex trabalho.
Como isto aqui é uma espécie de refugiu onde ninguém me conhece (à excepção da Mari) posso falar e desabafar à vontade até porque aquele trabalho dá muito pano para mangas, neste caso, posts.
Então, esta proposta de emprego e a minha entrevista foi assim a coisa mais surreal que me aconteceu, mas isso é tão mas tão grande, cómico e estúpido que fica para outras núpcias.
Como já havia dito aqui somos uma equipa muito muito pequena, constituída só por homens, eu e uma colega com 40 e muitos anos.
Na semana passada o chefinho fez a sua reunião quinzenal com os comerciais e fomos todos almoçar. Eu, o chefinho e mais 3 comerciais, num restaurante/cantina/tasca no complexo industrial onde fica o nosso escritório. Ora, o complexo industrial é composto por centenas de homens, e 10 mulheres, eu, a minha colega (que está em casa de baixa), as 3 cozinheiras, 4 raparigas que trabalham numa fabrica e 1 empresária que tem lá um negócio com o seu marido.
Quando dei por mim estava no tasco, numa mesa corrida, com mais 34 homens (sim, dei-me ao trabalho de os contar a todos) que falavam mal, arrotavam, mandavam caralhadas, comiam de boca aberta, e, txaran... faziam bolinhas de pão e jogavam uns para os outros. Eu, Princesa Maria, de salto alto, maquilhagem em riste e vestidinho.
Entrei camuflada por entre os meus colegas e sentei-me num cantinho em frente ao chefinho. A conversa desenrolou-se à volta de bola e gajas "boas" e eu ali, a fingir que estava a ver qualquer coisa muito importante no telemóvel e sorrir de vez em quando. Quando veio a comida lembraram-se da minha existência e "Passa a salada aí para a menina que elas é que gostam de saladas".
Juro-vos, não sabia se ria, se chorava. Todo um mundo novo, todo um mundo trolha, todo um mundo estranho, barulhento e surreal, e eu ali, montada nos meus saltos, de sorriso na cara e genuinamente feliz.
Não o fiz por variadíssimas razões, a primeira de todas é porque acredito naquelas coisas da inveja e do mau olhado (shame on me), outra muito importante é que, enquanto desempregada percebi quem são realmente os amigos e quem se relacionava comigo apenas por conveniência e a terceira é que adorei estar desempregada, foi um dos melhores períodos da minha vida, depois de acabar a faculdade e começar a trabalhar. Um dia escrevo sobre isto, e sobre o "o dinheiro não é tudo!" que a minha querida Professora FM tanto nos dizia e que fez todo o sentido depois de começar a trabalhar no gueto que era o meu ex trabalho.
Como isto aqui é uma espécie de refugiu onde ninguém me conhece (à excepção da Mari) posso falar e desabafar à vontade até porque aquele trabalho dá muito pano para mangas, neste caso, posts.
Então, esta proposta de emprego e a minha entrevista foi assim a coisa mais surreal que me aconteceu, mas isso é tão mas tão grande, cómico e estúpido que fica para outras núpcias.
Como já havia dito aqui somos uma equipa muito muito pequena, constituída só por homens, eu e uma colega com 40 e muitos anos.
Na semana passada o chefinho fez a sua reunião quinzenal com os comerciais e fomos todos almoçar. Eu, o chefinho e mais 3 comerciais, num restaurante/cantina/tasca no complexo industrial onde fica o nosso escritório. Ora, o complexo industrial é composto por centenas de homens, e 10 mulheres, eu, a minha colega (que está em casa de baixa), as 3 cozinheiras, 4 raparigas que trabalham numa fabrica e 1 empresária que tem lá um negócio com o seu marido.
Quando dei por mim estava no tasco, numa mesa corrida, com mais 34 homens (sim, dei-me ao trabalho de os contar a todos) que falavam mal, arrotavam, mandavam caralhadas, comiam de boca aberta, e, txaran... faziam bolinhas de pão e jogavam uns para os outros. Eu, Princesa Maria, de salto alto, maquilhagem em riste e vestidinho.
Entrei camuflada por entre os meus colegas e sentei-me num cantinho em frente ao chefinho. A conversa desenrolou-se à volta de bola e gajas "boas" e eu ali, a fingir que estava a ver qualquer coisa muito importante no telemóvel e sorrir de vez em quando. Quando veio a comida lembraram-se da minha existência e "Passa a salada aí para a menina que elas é que gostam de saladas".
Juro-vos, não sabia se ria, se chorava. Todo um mundo novo, todo um mundo trolha, todo um mundo estranho, barulhento e surreal, e eu ali, montada nos meus saltos, de sorriso na cara e genuinamente feliz.
Subscrever:
Mensagens (Atom)


